Via Anhanguera completa 73 anos nesta quarta-feira (21)

O primeiro trecho, construído foi entre São Paulo e Jundiaí em 1948. Confira a história da rodovia na matéria.

Foto: Clóvis Ferreira

A Via Anhanguera (SP-330), uma das principais rodovias do Estado de São Paulo, completa, nesta quarta-feira (21/4), 73 anos da inauguração do primeiro trecho, construído entre São Paulo e Jundiaí. Desde 1948, a rodovia desempenha um papel importante como indutora do desenvolvimento regional. Às margens da Via Anhanguera, diversas cidades cresceram, destaque para Americana, Cajamar, Campinas, Jundiaí, Louveira, Limeira, Sumaré, Osasco, Nova Odessa, Valinhos e Vinhedo, por exemplo –  e várias indústrias se instalaram, principalmente do setor automotivo, de tecnologia e recentemente de logística.

Como lembrança desta data, a CCR AutoBAn, concessionária que administra a rodovia entre São Paulo e Cordeirópolis, separou algumas curiosidades sobre a via que liga a Capital à região norte do Estado de São Paulo.

Planta Via Anhanguera – Década de 1940 (Arquivo Biblioteca do DER)

A obra do primeiro trecho da Via Anhanguera – entre São Paulo e Jundiaí –  começou em 25 de janeiro de 1940 e foi inaugurada em 21 de abril de 1948. Na época, o pavimento era feito de placas de concreto, sendo utilizados aproximadamente 500 mil sacos de cimento apenas na pavimentação. Atualmente, a SP-330 tem cerca de 450 quilômetros e liga a cidade de São Paulo ao norte do Estado, na divisa com MG, na região do Triângulo Mineiro.

O início da Via Anhanguera é o km 11, que é a distância em quilômetros até a Praça da Sé, considerado o “Marco Zero” de São Paulo e de onde inicia a contagem de todas as rodovias que partem da Capital.

Praça da Sé – Fonte: Wikimedia Commons

Por ser uma rodovia estadual, a Via Anhanguera segue as normas de codificação do Departamento de Estradas de Rodagens do Estado de São Paulo (DER/SP), que estabelece como padrão a utilização da sigla SP no início seguido por três números (SP-000). Quando partem da Capital, as rodovias são chamadas radiais e sempre terminam com números pares. Além disso, o número significa o ângulo em graus formado a partir da linha norte que passa pela Capital. Neste caso, a Via Anhanguera  está à 330 graus em relação ao norte e por isso o código SP-330 para se referir à Via.

O Trópico de Capricórnio, linha imaginária que delimita a zona tropical sul do Planeta Terra, cruza a Via Anhanguera na altura do km 23, na altura de Perus, em São Paulo.

Reprodução Google Street View

A Via Anhanguera – entre São Paulo e Cordeirópolis – é administrada pela CCR AutoBAn desde 1º de maio de 1998. Neste período, a concessionária já investiu mais de R$ 5,25 bi (base julho/2020) em obras de modernização, ampliação e melhoria da rodovia, como a construção do Complexo Anhanguera, na chegada da rodovia à Marginal Tietê, em São Paulo. Inaugurado em 2010, permitiu a construção de dezessete novos viadutos e pontes, criação de novos acessos, implantação de retornos, melhoria de trevos, faixas adicionais, pistas marginais e passarelas. O Complexo Anhanguera melhorou significativamente a fluidez da rodovia na região da Grande São Paulo, trecho com grande tráfego de veículos.

Via Anhanguera conta com os últimos recursos tecnológicos de gestão e atendimento, que a classificam nos modernos conceitos de rodovia inteligente: telefones de emergência (246 equipamentos), câmeras de circuito fechado (49 câmeras), sistemas analisadores de tráfego (23 unidades), estações meteorológicas (4 equipamentos),  painéis eletrônicos de mensagem fixos (17 equipamentos), além de diversas viaturas para o atendimento das ocorrências, como Resgate, inspeções e guinchos, entre outros.

A Via Anhanguera obteve 4 vezes (anos de 2000, 2001, 2002 e 2007) o primeiro lugar no Ranking CNT de Rodovias. Nas outras edições, a rodovia sempre esteve entre as dez melhores rodovias do Brasil.

Texto: Jader Filho /CCR AutoBAn.

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