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Em abril, o comércio varejista na região de Osasco que compõe as cidades de (Barueri, Caieiras, Cajamar, Carapicuíba, Cotia, Embu, Embu-Guaçu, Francisco Morato, Franco da Rocha, Itapecerica da Serra, Itapevi, Jandira, Juquitiba, Osasco, Pirapora do Bom Jesus, Santana do Parnaíba, São Lourenço da Serra, Taboão da Serra, Vargem Grande Paulista), faturou R$ 3,8 bilhões, queda de 3,4% na comparação com mesmo mês de 2016 – o pior desempenho entre as 16 regiões do Estado de São Paulo. No acumulado dos quatro primeiros meses do ano, houve retração de 7,3%, e nos últimos 12 meses, o recuo foi de 9,1% nas vendas.
Os dados são da Pesquisa Conjuntural do Comércio Varejista no Estado de São Paulo (PCCV), realizada mensalmente pela Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP), com base em informações da Secretaria da Fazenda do Estado de São Paulo (Sefaz-SP).
Cinco das nove atividades pesquisadas sofreram retração nas vendas em abril no comparativo com o mesmo mês de 2016. Os segmentos de eletrodomésticos, eletrônicos e lojas de departamentos (-24,8%); outras atividades (-10,7%);e lojas de vestuário, tecidos e calçados (-3%) apresentaram as maiores quedas no mês e, em conjunto, impactaram negativamente com 6 pontos porcentuais (p.p.) para o resultado geral.
Em contrapartida, os segmentos de lojas de móveis e decoração (12,4%); supermercados (5,7%); e concessionárias de veículos (5%) apontaram as maiores altas e, juntos, colaboraram positivamente com 2,7 pontos percentuais para desempenho geral do varejo em abril.
Segundo a assessoria econômica da FecomercioSP, com esse resultado de abril, são 24 meses (dois anos) de quedas consecutivas. A economia da região, forte em logística, centro de distribuição e armazenagem, continua a sofrer os efeitos negativos da grande retração na demanda.

Desempenho estadual

Em abril, o faturamento real do comércio varejista no Estado de São Paulo registrou alta de 3,2%, na comparação com o mesmo mês de 2016, alcançando R$ 48 bilhões, em torno de R$ 1,49 bilhão acima do valor apurado em abril do ano passado. No acumulado dos quatro primeiros meses deste ano, as vendas cresceram 2,7%, o que representa R$ 5,1 bilhões a mais de receitas. No acumulado dos últimos 12 meses, a alta foi de 1,6%.
No mês, o varejo registrou alta nas vendas em 14 das 16 regiões analisadas pela Federação, sendo que apenas Osasco (-3,4%) e Guarulhos (-0,6%) apontaram retração na comparação com abril de 2016. Já as regiões de ABCD (6,4%), Araraquara (6,4%) e Sorocaba (5,8%) registraram os melhores desempenhos do Estado.
VITA Das nove atividades pesquisadas, cinco mostraram aumento em seu faturamento real em abril: supermercados (10,1%); lojas de vestuário, tecidos e calçados (10%); eletrodomésticos, eletrônicos e lojas de departamentos (6%); lojas de móveis e decoração (4,3%); e farmácias e perfumarias (2,6%). Juntos, esses segmentos contribuíram com 4,9 pontos porcentuais (p.p.) para o resultado geral.
Já as retrações foram observadas nos segmentos de materiais de construção (-5,8%); outras atividades (-5,4%); autopeças e acessórios (-1,4%); e concessionárias de veículos (-1,3%), resultando em uma pressão negativa de 1,7 ponto porcentual para as vendas do varejo paulista em abril.
Segundo a assessoria econômica da FecomercioSP, é importante salientar que os dados relativos a abril foram obtidos antes do recente acirramento da crise política, ou seja, em ambiente econômico de maior tranquilidade.
Eles revelam a continuidade da trajetória de recuperação do movimento varejista, ainda que de forma moderada, que se refletiu no índice acumulado nos primeiros quatro meses deste ano (2,7%), a quinta alta consecutiva nessa comparação.
Da mesma forma como o observado em março, os números de abril mostram a generalização dos resultados positivos, em termos regionais (14 entre as 16 regiões analisadas apresentando aumento).
Isso sinaliza, segundo a Federação, uma relativa solidez na tendência de melhoria dos níveis de consumo, que é bastante positivo e alentador.
Analisando as situações econômica e política ocorridas em abril, estavam presentes todas as circunstâncias mais propícias para o varejo responder positivamente ao cenário, como quedas dos juros e da inflação, melhoria na renda agrícola e das exportações e resultados mais alentadores no âmbito da geração de emprego, ao lado da injeção dos recursos de FGTS.

Expectativa

De acordo com a FecomercioSP, existe a possibilidade de deterioração das condições econômicas em decorrência da atual crise política, sendo quase inevitável que isso ocorra ao longo do segundo semestre, quaisquer que sejam as definições que serão dadas ao processo, pois a natureza das soluções na esfera política sempre é prolongada e, por isso, geradora de incertezas.
Os impactos disso sobre a atual trajetória de recuperação do comércio, segundo a Entidade, irão depender do desenrolar desses fatos, mas é evidente que as perspectivas se tornam sistematicamente menos alentadoras em comparação àquelas traçadas anteriormente à crise presente.
Embora ainda persistam fatores de turbulência no quadro político, a Federação ainda não enxerga alterações profundas nas variáveis econômicas determinantes para o consumo e que alterem a perspectiva positiva para o crescimento do varejo nos próximos meses.
Ao contrário, permanecem em trajetória de queda a inflação e os juros, aumento nas receitas de exportação e melhoria no emprego, além da divulgação de bom desempenho do PIB trimestral.
Com isso, e considerando o resultado consolidado de abril nas vendas, as projeções da FecomercioSP continuam apontando para um crescimento anual de 5% em 2017, no faturamento real do varejo paulista.

Com informação: Visão Oeste