A partir desse ano, todo o Estado de São Paulo participará oficialmente da maior campanha de combate aos maus tratos e ao abandono de animais. Um mês inteiro de ações educativas, a exemplo do que ocorre no chamado Outubro Rosa. Haverá o apoio das repartições públicas para mutirões de castração, feiras de adoção e outros trabalhos de ONGs e protetores de São Paulo. Essa iniciativa partiu de um projeto de lei apresentado pelo Deputado Estadual Mário Maurici e tem como coautor o também deputado Alex Madureira, que foi aprovado recentemente pela Assembleia Legislativa do estado de São Paulo(ALESP).  

Essa pauta é de suma importância, sobretudo, em um momento pandêmico aonde o abandono animal cresceu em aproximadamente 70%. Cães, gatos e outros animais domesticados não podem se defender de abandonos e outros abusos, cabendo a população zelar pelos seus direitos e protege-los contra qualquer natureza de violação. O principal meio para interromper esse fluxo de maldades é a denúncia por parte de todos nós aos órgãos de fiscalização, bem como trabalhos de conscientização, castração e fomento de políticas que visam o bem estar animal, queda do abandono e tratamento adequado para os bichinhos. Se os humanos são tão racionais, porque agem de maneira tão estapafúrdia em relação a natureza? 

Além de uma questão humana, o abandono e maltrato animal tem impactos em várias dimensões nas nossas vidas, como de sua procriação descontrolada, que gera um problema de saúde pública, visto que estes podem transmitir doenças, tais como: raiva, leptospirose e leishmaniose; também parasitas como: vermes, pulgas, entre outras e ainda, provocar acidentes de trânsitos e agressão às pessoas.  

É inegável que esses animais tem uma concentração em zonas periféricas das nossas cidades, obtendo alimentos no lixo e sendo transmissor de doenças já citadas, no longo prazo, isso pode impactar negativamente em um outo ponto que vem crescendo durante pandemia, que é a desigualdade. Por exemplo, uma criança de 0 a 3 anos gasta aproximadamente 80% da energia metabólica para a formação cerebral, caso esse pequeno individuo conviva em uma comunidade que possui animais sem o menor cuidado, a possibilidade de transmissão de doenças para essa criança cresce exponencialmente. Como resultado, parte da energia que era para formar seu cérebro, combaterá uma doença cuja proteção animal seria capaz de evitar, prevenindo patologias cognitivas, ou dificuldades imperceptíveis no aprendizado.  

Bem mais do que um luxo, proteger os animais é uma condição racional, de política pública e básica de humanidade. 

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