Uma adolescente de 12 anos tentou matar os pais e a irmã de 3 anos, com veneno de rato, na cidade de Jarinu. O delegado Victor Oliveira Paula, da Polícia Civil, ficou impressionado com a história e requisitou à Justiça a apreensão da menina para a Fundação Casa.
Um mecânico de 43 anos se levantou pela manhã e foi tomar o café. Ele estranhou o sabor e questionou a esposa, uma dona de casa de 32 anos. Ela também tomou o líquido e resolveu fazer um café novo, para o marido, que saía para o trabalho.
Em seguida a esposa jogou fora o café da garrafa e notou uma borra estranha no fundo. Como a filha de 12 anos havia adoçado tudo, resolveu questioná-la do que se tratava. À princípio a menina negou tudo. Mas após insistência da mãe acabou confessando que era veneno para rato.
Disse ainda que pretendia matar os pais, para poder morar com uma colega de escola.
A mãe ficou mais desesperada ao saber que na noite anterior a filha de 12 anos colocou veneno no suco de laranja da irmãzinha de 3 anos. Mas que retirou da boca da criança ao sentir um peso na consciência.
A mãe imediatamente chamou o marido e a família inteira correu para o hospital da cidade de Jarinu, para tratamento médico. Após os procedimentos médicos todos foram para a Delegacia de Polícia Civil.
O delegado Victor Oliveira Paula pediu aos investigadores que fossem até a casa para apreensão das provas. Foram recolhidas a garrafa com a borra do veneno e a embalagem do produto.
Agora os investigadores da Polícia Civil tentam detalhar como a garota conseguiu o veneno.
Ela chegou a entrar em contradições, dando três versões diferentes. Na primeira disse que um menino forneceu o veneno. Na segunda contou que comprou no supermercado perto de sua casa. Já na terceira disse que foi uma colega de escola quem arrumou o veneno.
Os policiais civis buscaram a outra garota, que negou perante a presença de conselheiros do Conselho Tutelar da Criança e do Adolescente. Mas posteriormente disse que levou de casa o veneno para a escola e garantiu que não sabia das intenções da coleguinha.
De acordo com o depoimento da menina ao delegado Victor Oliveira Paula, a origem desse ato teria sido o jogo na internet do filme “Charlie e Charlie”, onde os personagens são obrigados a matar alguém.
O delegado pede para os pais fiscalizarem os celulares dos filhos, verificarem se não estão com comportamento inadequado. Esse tipo de brincadeira, segundo o delegado, é semelhante ao jogo da “Baleia Azul” ou da “Boneca Momo”.
Em Várzea Paulista o delegado Marchel Fehr apura se um garoto morreu por causa desses jogos. Em Cajamar, uma menina tentou se matar após participar do “Baleia Azul” e a mãe a deixou sem equipamentos eletrônicos, para evitar novos atos contra a própria vida.

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