Policiais civis da 78ª DP (Fonseca), em Niterói, na Região Metropolitana do Rio de Janeiro, deflagram, na manhã de segunda-feira (15), uma operação para prender integrantes de uma quadrilha responsável por praticar fraudes após criar um plano de saúde.

Segundo o G1, a operação Pégaso, como foi batizada, cumpre oito mandados de prisão e 14 de busca e apreensão expedidos pela 4ª Vara Criminal de Niterói no Rio de Janeiro e em São Paulo, entre os mandatos, um foi destinado para Cajamar.

O patologista clínico, Luiz Teixeira da Silva, de 39 anos, e sua mulher, Liliane Bernardo Rios da Silva, de 37 estão presos. O casal são suspeitos de desvios de R$ 20 milhões na saúde pública de Cajamar, São Roque, Barueri e Campo Limpo Paulista.

O patologista era diretor da Organização Social Federação Nacional das Entidades Sociais e Comunitárias (Fenaesc), responsável pela administração da Saúde Pública de Cajamar. Desde 2017, ele estava foragido da Justiça.

Os investigadores descobriram que recursos desviados da saúde pública destas cidades foram investidos na compra da operadora de planos de saúde Medical Rio – sediada na cidade de Niterói, empresa tem abrangência nacional.

A polícia descobriu que para esconder os responsáveis pela transação financeira, o casal colocou a empresa em nome da empregada doméstica e do motorista da família.

Intervenção no Hospital Municipal de Cajamar

No dia 3 de fevereiro de 2017, a prefeitura de Cajamar, na época administrada pela então prefeita, Paula Ribas, do PSB, decretou intervenção no Hospital Antônio Policarpo de Oliveira.

Em nota oficial na época, a Prefeitura informou que a ação se deu por conta de não haver um responsável técnico no Hospital, além de outras irregularidades. Ocasião em que os responsáveis pela FENAESC teriam abandonado o hospital antes da chegada da polícia.