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Demissão de comissionados pode causar fechamento de UBS’s em Cajamar

Demissão de comissionados pode causar fechamento de UBS’s em Cajamar
dezembro 01
13:29 2017

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Após a maioria dos vereadores rejeitarem a proposta de reforma administrativa na última quarta-feira (29), durante sessão na Câmara, (Clique para ler a matéria), a situação da prefeitura de Cajamar pode piorar e a culpa, desta vez, não é do executivo.

Os vereadores que votaram contra o Projeto de Lei Complementar n° 03/2017 foram: Fábio Pontes (PSB), Mané do América (PR), Adriano Tica (PSDB), Pretinho (PV), Marcelo do Gás (PSB), Pezão (PPS), Fabiano Galvão (PCdoB), Carlinhos da Padaria (PMDB) e Saulo (PSD).

Os vereadores Cidão (PSDB), Izelda (PPS), Feliciano (PSB) e Edinho (PSB) não participaram da votação devido o regimento interno proibir efetivos da Prefeitura de participar de projetos como este.

O vereador Neizão (PROS) foi o único que votou a favor do projeto de lei complementar. O Presidente da Câmara, Eurico Misse, só vota em caso de empate.

Entenda sobre a reforma

Após um estudo realizado pela FGV (Fundação Getúlio Vargas), deste o início do ano, para a tão comentada reforma administrativa, o projeto foi encaminhado para aprovação na Câmara Municipal e foi rejeitado. O projeto, feito por profissionais renomados de uma das maiores instituições de ensino do Brasil, custou cerca de 400 mil reais.

O projeto, entre outras questões, mudaria as diretorias (Atual) para secretarias, o que segundo especialistas, desburocratizariam o sistema, ou seja, obras e serviços seriam executados mais rapidamente, uma vez que cada secretaria teria sua autonomia, (reformas administrativas já aconteceram em cidades como São Paulo, Santana de Parnaíba e Jundiaí). Além disso, o projeto daria o direito de manter alguns comissionados, entre eles 43 assistente de departamento, com salário de 2.401,00, os quais hoje ocupam funções como enfermeiros, auxiliares de laboratórios, e equipes da vigilância sanitária e defesa civil.

“Caso os comissionados sejam demitidos, não teremos como manter parte dos serviços, uma vez que boa parte de nossos enfermeiros e auxiliares técnicos são comissionados”, informou o Diretor de Saúde, Marcos Bigardi.

A reforma também limitaria o número de comissionados contratados que ficaria em 292. Nada comparado ao que já existiu na prefeitura com gestões anteriores que chegaram a ter mais de 2 mil comissionados, servindo de cabide para cabos eleitorais. Outra mudança que ocorreria com a reforma é a fiscalização do Ministério Público, pois cada funcionário teria registro do seu cargo, com biometria (registro de ponto).

Outra triste questão é o fim da frente de trabalho em Cajamar, centenas de funcionários humildes perderão seus empregos a partir do ano que vem.

Em relação aos concursos públicos, ainda não há prazo para realização. Alguns já realizados estão parados por conta de processos na justiça.
VITA

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